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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Vitória não consegue ressuscitar “Escudeus”

Em meio a atribuição de responsabilidade de ambas as partes, o Vitória comunicou, na tarde desta terça (3), que as negociações com o meia Escudero foram finalizadas e o atleta não jogará no Clube este ano.

Escudero disse que não ficou por amadorismo do Vitória. 
Da redação com informações do ECVitória
Colaboração de fotos: Maurícia da Matta/ECVitória

O clube, em um comunicado oficial, alega que a negociação não se concretizou por um desentendimento entre o jogador e seus empresários. O Jogador, em suas redes sociais afirma que não concretizou devido a “muito amadorismo das partes envolvidas para fechar uma negociação que era muito simples sempre desde que todos nós falássemos a mesma língua (português)”.

O fato é que o jogador usou o Vitória para se recuperar clínica e fisicamente e, agora, está livre no mercado e preparado fisicamente para atuar em algum clube. Segundo a direção do Vitória “Escudero chegou ao Clube no fim de Fevereiro para passar por um período de 30 dias em avaliação. Por conta de uma lesão identificada no atleta, a avaliação foi prorrogada para que ele se recuperasse”, afirma o comunicado.

Escudero já pode atuar em qualquer time.
Ainda segundo o clube, “Desde a sua chegada na Toca do Leão, havia uma proposta formatada para o jogador, que demonstrou interesse e concordância. Proposta esta que se manteve de pé até o fim das negociações, com o Clube, ainda assim, flexibilizando algumas partes do acordo. O Clube não mediu esforços para a permanência do meia e ressalta que o atleta não ficou por conta de desentendimentos entre o argentino e seus representantes. O Vitória está acima de qualquer atleta”, finaliza o comunicado.

Já o Escudero, recuperado e em forma, tem outra versão: “Hoje é um dia muito triste para mim. Estou saindo do Vitória e tomando a decisão de não ficar. Foi muito desgastante, e eu tive a maior paciência do mundo para tentar chegar a um acordo. Mas infelizmente as pessoas que levaram adiante a negociação acabaram atrapalhando muito o processo para eu ficar”.

“Eu ontem sai do Barradão às 22h30, mas não foi resolvido nada. Hoje o Rafael Carvalho (que estava fazendo a intermediação) me enviou uma mensagem falando que o presidente já tinha o contrato na mesa e que era para eu ir no Barradão assinar. Fui no clube e quando cheguei lá, o acerto era diferente do qual Rafael tinha me passado. Então isso aí foi a gota que acabou por eu tomar a decisão de não ficar no Vitória. Sendo que essa foi a terceira vez que me sentei (só hoje foram duas vezes) na frente do presidente para assinar e não acabou acontecendo.

Eu sei a situação do Vitória, eu sou um cara que me sinto em plenas condições de ajudar o clube. Queria muito ajudar a devolver a Vitória para Série A, mas isso aqui não é questão de dinheiro, por que eu queria muito jogar pelo Vitória novamente. Eu falei para o presidente que com esse contrato eu tinha que tirar dinheiro do meu bolso para viver. E ele se comprometeu a procurar uma solução, mas já foi muito tarde. Adiaram a reunião da última sexta-feira para segunda-feira, com o presidente alegando pra mim que era para eu fazer um coletivo, onde ele ia me avaliar junto à comissão técnica (coisa que não foi assim). Eu fiz o coletivo, me senti muito bem. Os relatórios médicos, da parte fisiológica e da comissão foram positivos. Ou seja, só faltava o presidente ver que eu estava bem. Aí acabou perdendo três dias muito valiosos para finalizar com a negociação e assinar na segunda-feira. Então nos reunimos segunda-feira e o presidente veio com uma proposta muito abaixo do esperado e que a empresa de intermediação havia me passado.

Então é isso o que aconteceu. Quero que fique bem claro que não foi dinheiro o problema e sim muito amadorismo das partes envolvidas para fechar uma negociação que era muito simples sempre desde que todos nós falássemos a mesma língua (português).

O jogador usou o Vitória para se recuperar fisicamente.
Eu queria muito agradecer ao Vitória por ter me abertos às portas para me recuperar e me deixar 100% para o meu futuro. É uma pena, sabendo o sentimento que eu tenho pelo Vitória, ver o clube na situação que está e não vejo que as coisas estejam sendo feitas para melhorar. Muito pelo contrário: nada é por acaso, né? Queria agradecer o carinho da torcida na rua, isso para mim vale muito mais que qualquer outra coisa.

Eu queria muito ficar para ajudar ao clube, mas desse jeito eu me senti tratado como um moleque nessa negociação pelas partes envolvidas. E no mínimo eu mereço respeito. Eu posso ser contratado ou não, é normal, lógico, e eu respeito. Mas ser tratado dessa forma? Eu acho que foi isso o que fizeram que eu tomasse a decisão de ir embora. Graças a Deus tive a honra de jogar em grandes clubes a nível mundial, e não mereço passar por esse tipo de coisas. E por último agradecer muito mesmo aos funcionários do Vitória. Os fisioterapeutas, corpo médico, o pessoal da academia, da transição. Eu estou saindo triste, mas sabendo que vou ver a minha família que amo muito e que sempre estão do meu lado mesmo estando longe. Eles sabem do sacrifício que eu fiz para ficar no Vitória, mas que infelizmente não deu certo!”

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